Fotografia Digital

< >

Desde a invenção da fotografia por Daguerre, em 1826, os equipamentos da área sofreram muitas evoluções. As máquinas digitais transformaram a técnica de fotografar, revelar e ampliar uma foto. No lugar do filme surgiu o cartão eletrônico, uma revolução tecnológica.

No final dos anos 70, quando a NASA investia bilhões de dólares rumo ao espaço, a fotografia digital foi criada; neste processo, a máquina, ao invés do filme convencional, dispõe de mídias removíveis que armazenam as imagens que posteriormente são colocadas em um adaptador, depois inserido no leitor do cartão eletrônico, transferindo imediatamente as imagens captadas para o computador.


origem: Universidade Estadual de Londrina
Projeto multidisciplinar realizado por alunos de Jornalismo,
Relações Públicas e Desenho Industrial.
.


A impressão de uma foto digital não tem a mesma qualidade do método convencional, mas o sistema dispensa o uso de produtos químicos para a revelação e apresenta outras vantagens: as imagens podem ser manipuladas e ser duplicadas indefinidamente sem perda da qualidade, são facilmente apagáveis, tornando possível o uso do cartão indefinidamente, e, por ser instantâneo, o método acaba com a expectativa de esperar para ver como ficaram as fotos.

A velocidade com que a imagem é transferida para uma base torna-se imensa: por exemplo, a tomada da imagem de um campo de futebol nos Estados Unidos pode ser transferida em 6 minutos para a redação de um jornal em São Paulo ou de uma revista no Rio de Janeiro. Atualmente, o preço de um equipamento completo de fotografia digital fica entre R$ 25.000 e R$ 30.000; nessa máquina, o fotógrafo pode identificar uma imagem gravando uma mensagem no microfone embutido na parte de trás da câmera.

As diferenças entre uma câmara convencional e a digital estão na parte eletrônica. A Kodak utiliza as câmaras Nikon convencionais para aclopar a parte digital, mas este método impede que a câmara seja utilizada com filme convencional. Os equipamentos básicos como lente, diafragma e disparador são os mesmos nas duas câmaras; a câmara digital armazena um volume maior de imagens devido a parte digital aclopada.

No processo digital, a imagem selecionada é gravada no disco rígido do computador e pode ter cor, luz e profundidade manipuladas: os retoques alcançam precisão microscópica. A armazenagem é feita em CD ROM, diminuindo custos, evitando resíduos químicos e economizando tempo, além do processo todo oferecer maior liberdade criativa ao fotógrafo. Porém, para a captação de imagens em movimento, ainda é necessária a utilização de filmes convencionais.

No jornalismo, a fotografia digital foi muito bem recebida, pois agiliza imensamente o processo de captação de imagens e possibilita uma produção mais acelerada, premissa básica do jornalismo impresso. O dano da perda na qualidade de impressão é relativo: certas câmeras oferecem imagens de boa qualidade até certo tamanho, e a rusticidade do papel jornal prescinde de um alto nível de resolução das fotos.

Muitos softwares foram desenvolvidos para acompanhar a novidade da fotografia digital: o CCD (Charge Coupled Device), é um dispositivo dotado de elementos sensíveis à luz, que convertem as intensidades de luz que incidem sobre ele em valores digitais armazenáveis em forma de bits e bytes, aumentando a qualidade das imagens (pode ser utilizado também em scanners e aparelhos de fax); o programa Photoshop permite ajustes de cor, brilho e contraste em fotografias 3x4, apagando rugas, espinhas e olheiras; e as novas tecnologias viabilizam até mesmo caricaturas digitais.

A tecnologia digital representou um grande avanço no mercado publicitário, pois a possibilidade que ela oferece de alteração de imagens contribuiu para a liberdade criativa dos profissionais da área. Atualmente, todas as campanhas publicitárias bem realizadas têm algum retoque digital, fotográfico ou tratamento de imagem.

Desde que foi criada a fotografia, existe manipulação de imagens, e não se pode argumentar que ela é produto da tecnologia digital. Esta manipulação desperta discussões acerca da ética que se deve ter na fotografia jornalística; quando um jornal, revista ou qualquer tipo de publicação impressa altera uma imagem, o leitor sempre deve ser avisado.

A maioria das câmeras digitais disponíveis no segmento amador vem acompanhadas de algum software de edição que permite retoques, correções e brincadeiras com a imagem. Na medida em que se torna mais popular, a fotografia digital, ainda embrionária, deve substituir os métodos convencionais. Estes ainda são mais utilizados e atuam sobre as novas tecnologias de captação através de sistemas híbridos, onde a captação é feita com filme convencional, e depois a imagem é transferida ao computador por escaneamento. Este processo junta duas qualidades dos dois métodos: a possibilidade de manipulação da fotografia digital e a alta resolução da foto convencional.

Entretanto, os números do mercado publicitário apontam quem deve imperar no futuro da fotografia: o método digital é utilizado em 30% dos trabalhos da área, enquanto a captação direta representa apenas de 2% a 3%.


fonte: Universidade Estadual de Londrina
Projeto multidisciplinar realizado por alunos de Jornalismo,
Relações Públicas e Desenho Industrial.
.



Política de Privacidade